Mappin foi uma loja de departamentos tradicional do Brasil, com sede na cidade de São Paulo, com o nome oficial de Casa Anglo-Brasileira S/A. Com origens em 1774, na cidade de Sheffield, na Inglaterra, foi trazida posteriormente para o Brasil pelos irmãos Walter e Hebert Mappin.
História
Durante os 86 anos em que atuou em São Paulo, foi uma das
pioneiras do comércio varejista. Na década de 1930, inovou ao colocar etiquetas
com os preços nas vitrines. Foi a propulsora do crediário. Entre os anos 40 e
50, o Mappin era o ponto de encontro da elite paulistana. Antecipou o
"conceito" de shopping center, reunindo produtos de diversos tipos em
um único local. A loja na Praça Ramos de Azevedo, no centro da capital, se
tornou referência da marca.
Algumas filiais foram abertas:
O tradicional relógio no prédio da primeira grande loja
localizada na Praça Ramos de Azevedo.
1969 – Rua São Bento
1977 – Avenida São João: a primeira de São Paulo a ter
estacionamento próprio
1984 – Itaim Bibi
1987 – Shopping Mappin ABC, a primeira loja fora da
capital
1991 – Shopping Center Norte, Shopping West Plaza e
Shopping Morumbi
1991 – Criada a TV Mappin: venda de produtos por telefone
1993 – Shopping Jardim Sul.
1995 – Esplanada Shopping, em Sorocaba, interior de São
Paulo.
O seu mais famoso jingle era: "Mappin, venha
correndo, Mappin, chegou a hora Mappin, é a liquidação".
Campanhas
Liquida, liquida! Eletrodomésticos, higiene, autopeças,
etc. (1975)
Economia é só no Mappin (1977/78)
Compre tudo para a Copa do Mundo (1986)
Compre de novo para a Copa do Mundo (1990)
TV Mappin (1992)
Turma da Mônica (1980-1999) (falência)
Fim
Encerrou suas atividades em 1999, durante a administração
Ricardo Mansur.
Teve falência decretada junto com as lojas Mesbla, que haviam
sido incorporadas ao Mappin em 1996. Ainda em 1999, o Grupo Pão de Açúcar, por
meio do Extra Hipermercados, assumiu a loja na Praça Ramos de Azevedo, cujo
prédio pertence à Santa Casa, com a bandeira "Extra Mappin", sendo
abandonada logo em seguida. Em 2003, a loja foi fechada sob a alegação de
possuir baixa rentabilidade, não compensando os custos de manutenção do ponto
de venda, e que a loja não atendia mais aos "padrões de qualidade que
devem fazer parte de todas as bandeiras do grupo".
Segundo a coluna de Mônica Bergamo em 3 de junho de 2009,
Ricardo Mansur, último proprietário da rede, considerou reabrir o Mappin,
inclusive tendo encaminhado pedido ao juiz de seu processo de falência e tenta
captar dinheiro com investidores internacionais. No entanto, em 12 de novembro
de 2010 aconteceu um leilão judicial, e a marca Mappin, avaliada em R$ 12
milhões, foi arrematada pela rede de Lojas Marabraz por menos da metade do
preço. O diretor-geral da Marabraz, Nasser Fares, pretende colocar a marca na
ativa, no mais tardar, em 2016.
